{"id":242,"date":"2010-07-20T10:31:10","date_gmt":"2010-07-20T13:31:10","guid":{"rendered":"http:\/\/marceloguerra.com.br\/?p=242"},"modified":"2010-07-20T10:31:10","modified_gmt":"2010-07-20T13:31:10","slug":"amizades-de-longa-data","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/site.marceloguerra.com.br\/index.php\/2010\/07\/20\/amizades-de-longa-data\/","title":{"rendered":"Amizades de Longa Data"},"content":{"rendered":"<div>\n<div><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/marceloguerra.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/amor-e-amizade.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-243\" title=\"amor-e-amizade\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/marceloguerra.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/amor-e-amizade.jpg?resize=525%2C349\" alt=\"\" width=\"525\" height=\"349\" \/><\/a><\/p>\n<p>Segundo um amigo, a vida \u00e9 como rapadura: \u00e9 doce, mas n\u00e3o \u00e9 mole, n\u00e3o!<\/p>\n<p>Nos momentos mais duros, em que precisamos\u00a0de\u00a0um ombro amigo, muitas vezes \u00e9 a um amigo\u00a0de\u00a0inf\u00e2ncia que recorremos. O que torna t\u00e3o especial uma amizade que foi constru\u00edda h\u00e1 tantos anos? Numa olhada superficial, o fato da\u00a0longa\u00a0dura\u00e7\u00e3o da amizade\u00a0de\u00a0inf\u00e2ncia j\u00e1 a torna especial. Mas h\u00e1 algo mais, muito mais!<\/p>\n<p>Na metodologia do trabalho biogr\u00e1fico, estudamos o desenvolvimento do ser humano com um vi\u00e9s evolutivo, em que cada um vai tomando contato e expressando cada vez mais a sua ess\u00eancia, o que se chama &#8220;individua\u00e7\u00e3o&#8221;. Nesta metodologia, dividimos didaticamente a vida em per\u00edodos\u00a0de\u00a0sete anos, os chamados &#8220;set\u00eanios&#8221;. No primeiro set\u00eanio,\u00a0de\u00a00 a 7 anos, a crian\u00e7a tem uma depend\u00eancia e liga\u00e7\u00e3o quase exclusiva\u00a0de\u00a0sua fam\u00edlia. No<\/p>\n<p>segundo set\u00eanio,\u00a0de\u00a07 a 14 anos, a crian\u00e7a divide essa liga\u00e7\u00e3o com a escola. Ela vive em dois mundos diferentes, a casa e a escola. Ela depende dos cuidados e autoridade dos pais e das professoras e professores.<\/p>\n<h2>Buscando identifica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>\u00c9 neste segundo set\u00eanio que a crian\u00e7a aprende a criar\u00a0amizades, encontrando outras crian\u00e7as que t\u00eam os mesmos interesses. Atrav\u00e9s dessa identifica\u00e7\u00e3o, a crian\u00e7a cria um v\u00ednculo que ela escolheu e torna-se amiga\u00a0de\u00a0algu\u00e9m. Um amigo que vai escutar suas reclama\u00e7\u00f5es sobre seus pais, suas dificuldades com os outros colegas, suas alegrias simples, suas brincadeiras.<\/p>\n<p>Quando temos um amigo pela primeira vez, criamos uma nova imagem do que s\u00e3o os limites.<strong>&#8220;<\/strong>Quando temos um amigo pela primeira vez, criamos uma nova imagem do que s\u00e3o os limites.<strong>&#8220;<\/strong> Se at\u00e9 ent\u00e3o, os limites eram impostos pelos pais e\/ou professores, agora os limites s\u00e3o parte\u00a0de\u00a0um acordo expl\u00edcito ou impl\u00edcito entre dois amigos, porque n\u00e3o queremos magoar um amigo<\/p>\n<p>nem ser magoados por ele. Este \u00e9 o germe do respeito que deve haver em todos os relacionamentos. E que levamos para a vida adulta para desenvolvermos no respeito entre colegas\u00a0de\u00a0trabalho, no respeito na vida amorosa e por a\u00ed vai&#8230;<\/p>\n<p>Nesta fase, a crian\u00e7a ainda v\u00ea o mundo sem as lentes das ideologias (que ela vai buscar no pr\u00f3ximo set\u00eanio, durante a adolesc\u00eancia) e pode ver o mundo\u00a0de\u00a0uma forma ing\u00eanua, mais carregada\u00a0de\u00a0fantasia, experimentando-o e saboreando-oo\u00a0de\u00a0uma forma pr\u00f3pria. A adolesc\u00eancia simboliza a queda do para\u00edso, em que as fantasias e essa vis\u00e3o ing\u00eanua d\u00e3o lugar \u00e0 cr\u00edtica e \u00e0 divis\u00e3o. Na vida adulta, quando nos defrontamos com situa\u00e7\u00f5es mais duras, o amigo\u00a0de\u00a0inf\u00e2ncia \u00e9 aquele porto seguro, o que traz aconchego e confian\u00e7a, que nos permite dissolver essa dureza e perceber novamente a do\u00e7ura da rapadura que \u00e9 a vida.<\/p>\n<\/div>\n<div><em>Dedico este texto a Orlando, meu querido e leal amigo desde os 11 anos, duplamente compadre, que sempre tem uma palavra amiga que me faz ver o mundo com os olhos alegres e confiantes\u00a0de\u00a0uma crian\u00e7a.<\/em><\/div>\n<div><\/div>\n<div><em>Artigo originalmente publicado na <a href=\"http:\/\/www.personare.com.br\/revista\/identidade\/materia\/654\/amizades-de-longa-data\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Revista Personare<\/a><\/em><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo um amigo, a vida \u00e9 como rapadura: \u00e9 doce, mas n\u00e3o \u00e9 mole, n\u00e3o! 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