{"id":245,"date":"2010-07-21T10:24:05","date_gmt":"2010-07-21T13:24:05","guid":{"rendered":"http:\/\/marceloguerra.com.br\/?p=245"},"modified":"2010-07-21T10:24:05","modified_gmt":"2010-07-21T13:24:05","slug":"cronica-de-nina-veiga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/site.marceloguerra.com.br\/index.php\/2010\/07\/21\/cronica-de-nina-veiga\/","title":{"rendered":"Cr\u00f4nica de Nina Veiga"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/ninaveigacronicas.blogspot.com\/2010\/07\/lacunas.html\">Lacunas<\/a><\/h2>\n<p>\ufeff<a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/marceloguerra.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/DSC00145.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-246\" title=\"DSC00145\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/marceloguerra.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/DSC00145.jpg?resize=320%2C240\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"240\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_ntkNYN7sBUE\/TEOhxFCQM2I\/AAAAAAAAIQE\/zFUYgm_IXno\/s1600\/DSC00145.JPG\"><\/a><\/p>\n<p><strong>Muitas vezes, nossos relacionamentos, nosso trabalho, nossas escolhas de vida s\u00e3o como um papel quadriculado, onde apenas alguns quadrados s\u00e3o preenchidos e outros permanecem em branco. Essas lacunas podem ser propulsoras de mudan\u00e7as. Os quadriculados preenchidos d\u00e3o a sensa\u00e7\u00e3o de que est\u00e1 tudo bem, mas o que ainda falta ser preenchido nos impulsiona. A quest\u00e3o \u00e9 saber qual o peso as lacunas t\u00eam em nossa hist\u00f3ria e o quanto elas s\u00e3o suficientemente fortes para nos mover de nossa zona de conforto preenchida e est\u00e1vel.<\/strong><\/p>\n<p><em>Participei de um trabalho biogr\u00e1fico recentemente. J\u00e1 falei algumas vezes sobre Biografia Humana aqui na coluna. \u00a0O objetivo da Biografia \u00e9 promover um contado panor\u00e2mico com nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria de vida, colocando em perspectiva fatos e quest\u00f5es para que possamos, olhando um pouco mais de longe, reconhecer os sutis fios que nos conduzem pelo caminho.<\/em><br \/>\n<em><br \/>\n<\/em><br \/>\n<em>Hoje quero comentar uma pequena experi\u00eancia que tive recentemente em Nova Friburgo, atrav\u00e9s do trabalho do m\u00e9dico homeopata e terapeuta biogr\u00e1fico, Marcelo Guerra, durante o V Encontro de Artes Waldorf.<\/em><br \/>\n<em><br \/>\n<\/em><br \/>\n<em>A viv\u00eancia, chamada de\u00a0Observa\u00e7\u00e3o e sentido, usava a arte para sensibilizar o participante e deslocar sua maneira costumeira de ver a si e ao mundo.<\/em><br \/>\n<em><br \/>\n<\/em><br \/>\n<em>Em dado momento, o terapeuta pediu para que cada um de n\u00f3s desenhasse uma cena de nossa vida que fosse significativa para estar ali naquele momento.\u00a0O trabalho era realizado em grupos de tr\u00eas pessoas que depois deveriam partilhar seus desenhos e suas experi\u00eancias.<\/em><br \/>\n<em><br \/>\n<\/em><br \/>\n<em>No grupo em que eu estava, um desenho me chamou particularmente a aten\u00e7\u00e3o. Nele, seu autor desenhou um plano quadriculado \u00e0 direita, uma gravata ao centro e a esquerda \u00a0estava preenchida com raios de sol e flores. Do lado direito, uma fisionomia triste, do lado esquerdo, uma alegre. Ao explicar o desenho para o resto do grupo, o jovem falou que era um executivo em Nova York, estava muito bem financeira e profissionalmente, mas que a vida dele era cheia de lacunas. Quando come\u00e7ou a perceber o \u00a0peso que essas lacunas n\u00e3o preenchidas tinham em sua \u00a0vida, resolveu largar a gravata, mudar de emprego e com isso acabou se sentindo mais inteiro, apesar de ter uma vida muito simples e com poucos recursos financeiros.<\/em><br \/>\n<em><br \/>\n<\/em><br \/>\n<em>Desde ent\u00e3o, tenho pensado no peso das minhas pr\u00f3prias lacunas. A vida que levo n\u00e3o \u00e9 ruim, tenho muitos quadradinhos preenchidos, mas existem tamb\u00e9m lacunas. Seriam essas lacunas suficientemente fortes para promover mudan\u00e7as t\u00e3o qualitativas e intensivas como as de meu colega de exerc\u00edcio? Seria eu corajosa o bastante para olhar para essas lacunas e reconhec\u00ea-las como fator de transforma\u00e7\u00e3o?<\/em><br \/>\n<strong><em>Impresso e publicado originalmente em 17 de julho de 2010.<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lacunas \ufeff Muitas vezes, nossos relacionamentos, nosso trabalho, nossas escolhas de vida s\u00e3o como um papel quadriculado, onde apenas alguns quadrados s\u00e3o preenchidos e outros permanecem em branco. Essas lacunas podem ser propulsoras de mudan\u00e7as. 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