{"id":48,"date":"2008-11-12T16:01:13","date_gmt":"2008-11-12T19:01:13","guid":{"rendered":"http:\/\/marceloguerra.com.br\/?p=48"},"modified":"2008-11-12T16:01:13","modified_gmt":"2008-11-12T19:01:13","slug":"minha-entrevista-na-revista-selecoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/site.marceloguerra.com.br\/index.php\/2008\/11\/12\/minha-entrevista-na-revista-selecoes\/","title":{"rendered":"Minha Entrevista na Revista Sele\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"1\" width=\"480\">\n<tbody>\n<tr>\n<td height=\"37\" valign=\"bottom\">Publicado na Revista sele\u00e7\u00f5es de janeiro\/2008.<\/p>\n<p>http:\/\/www.selecoes.com.br\/revista_leia_aqui_artigo.asp?id=1501<\/p>\n<p><span class=\"titulo\">Brincando com a vida<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span class=\"subtitulo\">N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 nos consult\u00f3rios \u2013 milhares de erros tamb\u00e9m acontecem nos laborat\u00f3rios. Saiba como se proteger.<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"texto_cinza\">Por Dirley Fernandes<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"texto_cinza\" style=\"padding-top: 10px;\" height=\"314\" valign=\"top\"><span style=\"font-family: times new roman,times;\"><span style=\"font-size: medium;\"><strong>Reduzindo erros<\/p>\n<p><\/strong><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: times new roman,times;\">\u00c9 ineg\u00e1vel que institui\u00e7\u00f5es e profissionais t\u00eam feito esfor\u00e7os no sentido de dar mais seguran\u00e7a aos procedimentos m\u00e9dicos. O radiologista Sandro Fenelon, de S\u00e3o Paulo, salienta os esfor\u00e7os do Col\u00e9gio Brasileiro de Radiologia (CBR) para fiscalizar a qualidade dos servi\u00e7os, mas considera isso pouco. \u201c\u00c9 preciso investir em qualidade. Isso vai desde as escolas aos centros de diagn\u00f3stico, que devem contratar especialistas em radiologia certificados pelo CBR.\u201d<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: times new roman,times;\">A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade iniciou em 2007 uma campanha internacional para a redu\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o de erros nos servi\u00e7os de sa\u00fade, lembra o Dr. F\u00e1bio Gastal, superintendente da Organiza\u00e7\u00e3o Nacional de Acredita\u00e7\u00e3o, entidade que certifica a qualidade de institui\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas. Para ele, o cen\u00e1rio brasileiro vem melhorando. \u201cAlguns problemas permanecem, como a dificuldade de fiscalizar os servi\u00e7os p\u00fablicos. Os melhores s\u00e3o mais fiscalizados do que os piores.\u201d Para o m\u00e9dico, os erros poderiam ser reduzidos com melhores ferramentas de gest\u00e3o (padroniza\u00e7\u00e3o e constante an\u00e1lise dos procedimentos, por exemplo).<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: times new roman,times;\">A radiologista Ellyete Canella n\u00e3o v\u00ea como necess\u00e1ria uma mudan\u00e7a nos processos. \u201c\u00c9 preciso treinamento constante e conscientiza\u00e7\u00e3o dos profissionais\u201d, sugere. \u201cLaborat\u00f3rios e profissionais precisam procurar \u00f3rg\u00e3os externos, como associa\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas e entidades de certifica\u00e7\u00e3o, para se amparar tecnicamente e se manter atualizados\u201d, diz o bioqu\u00edmico Humberto Tib\u00farcio, tamb\u00e9m presidente do Copren (ver quadro na p\u00e1gina ao lado). Gastal destaca que o problema est\u00e1 no estabelecimento de prioridades. \u201cN\u00e3o se pode investir apenas em tecnologia para que os processos melhorem. Tem de haver equil\u00edbrio entre a aplica\u00e7\u00e3o de sistemas de controle de qualidade em todos os procedimentos e o uso da ci\u00eancia m\u00e9dica\u201d, afirma.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: times new roman,times;\"><br \/>\n<strong><span style=\"font-size: medium;\">Ou\u00e7a quem \u00e9 do ramo<\/p>\n<p><\/span><\/strong><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: times new roman,times;\">Pelo Dr. Marcelo Guerra<\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: times new roman,times;\">Sou m\u00e9dico e psicoterapeuta e, como costuma acontecer com alguns profissionais de sa\u00fade, ao verificar que estava com febre, disse \u00e0 minha mulher: \u201cIsso n\u00e3o \u00e9 nada&#8230; Vai passar.\u201d Mas, depois de quatro dias, a febre n\u00e3o passava e a garganta come\u00e7ou a inchar. Ent\u00e3o fui ao hospital na cidade onde moro, Nova Friburgo (RJ). Ali, depois de um r\u00e1pido exame, o m\u00e9dico de plant\u00e3o perguntou se eu apresentava algum sangramento. Lembrei da minha gengiva, que sangrava h\u00e1 alguns dias. O colega, ent\u00e3o, me deu o diagn\u00f3stico: dengue hemorr\u00e1gica (doen\u00e7a que atingiu 672 pessoas no Brasil ano passado, matando 76).<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: times new roman,times;\">Aquilo me deixou assustado. Mas, como n\u00e3o queria misturar minha condi\u00e7\u00e3o de m\u00e9dico com a de paciente, e como o colega que me atendeu se mostrou convicto, n\u00e3o refutei. Afastei-me do trabalho para observar a evolu\u00e7\u00e3o dos sintomas e comuniquei \u00e0 fam\u00edlia que estava com uma doen\u00e7a grave, talvez fatal. Foi um per\u00edodo de muita ang\u00fastia. Depois de uns dez dias, os sintomas come\u00e7aram a regredir. Voltei ao hospital e outro m\u00e9dico me atendeu, percebendo que eu n\u00e3o sofria de nada al\u00e9m de uma forte infec\u00e7\u00e3o na garganta e de uma gengivite, inflama\u00e7\u00e3o muito comum e, de modo algum, fatal. Tomei antibi\u00f3ticos e em uma semana voltei ao trabalho.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: times new roman,times;\">Mesmo n\u00e3o sendo um leigo em medicina, eu n\u00e3o quis confrontar o m\u00e9dico que me deu um diagn\u00f3stico t\u00e3o dr\u00e1stico e precipitado. Fico imaginando a dificuldade de um paciente comum. \u00c9 fundamental buscar esclarecimentos para tomar as decis\u00f5es sobre a pr\u00f3pria sa\u00fade. Meus conselhos:<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: times new roman,times;\"><strong>Pergunte at\u00e9 entender tudo.<\/strong> J\u00e1 atendi muitos pacientes que me pediam explica\u00e7\u00f5es sobre coisas que outro m\u00e9dico lhes havia dito. Algumas doen\u00e7as t\u00eam nomes assustadores, mas n\u00e3o s\u00e3o graves. <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: times new roman,times;\">E alguns m\u00e9dicos exageram na linguagem t\u00e9cnica. Insista at\u00e9 compreender qual \u00e9 de fato o seu problema.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: times new roman,times;\"><strong>Escolha bem<\/strong>. O m\u00e9dico com quem voc\u00ea tem contato \u00e9 apenas o primeiro elemento de uma equipe de especialistas envolvidos no cuidado com a sua sa\u00fade. Em geral, quanto melhor o hospital, melhor a equipe.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: times new roman,times;\"><strong>Leia a etiqueta.<\/strong> Muitos enganos cometidos pelos laborat\u00f3rios come\u00e7am na coleta do material. Ao entregar uma amostra de sangue ou outro material, pe\u00e7a ao profissional que lhe mostre a etiqueta de identifica\u00e7\u00e3o. <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: times new roman,times;\">Se desconfiar, repita. Em algumas doen\u00e7as, como as degenerativas, \u00e9 normal que os exames apresentem varia\u00e7\u00e3o. H\u00e1 tamb\u00e9m condi\u00e7\u00f5es nos procedimentos e na alimenta\u00e7\u00e3o que podem alterar o resultado. Se houver discrep\u00e2ncia, n\u00e3o pense duas vezes: repita.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: times new roman,times;\"><strong>Leve a ficha m\u00e9dica.<\/strong> \u00c9 importante ter um resumo das informa\u00e7\u00f5es sobre a sua sa\u00fade: doen\u00e7as, rem\u00e9dios e dosagens, alergia a drogas e alimentos. Quando consultar um m\u00e9dico \u2013 inclusive um radiologista \u2013, mostre a ele essa ficha, al\u00e9m dos exames que tiver feito.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: times new roman,times;\"><strong>N\u00e3o exagere nos exames.<\/strong> O excesso de exames pode at\u00e9 desviar o foco de um diagn\u00f3stico que estava fechado. N\u00e3o chegue diante do seu m\u00e9dico j\u00e1 dizendo que quer fazer uma resson\u00e2ncia magn\u00e9tica. <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: times new roman,times;\">Uma segunda opini\u00e3o pode ser a salva\u00e7\u00e3o. Outra vis\u00e3o sobre o diagn\u00f3stico e o tratamento \u00e9 indispens\u00e1vel. Procure outro m\u00e9dico, mesmo que seja na lista do seu conv\u00eanio.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: times new roman,times;\"><em>Marcelo Guerra \u00e9 m\u00e9dico especializado em homeopatia, psicoterapia e acupuntura. Tem consult\u00f3rios no Rio de Janeiro e em Nova Friburgo (RJ).<\/em><\/span><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado na Revista sele\u00e7\u00f5es de janeiro\/2008. http:\/\/www.selecoes.com.br\/revista_leia_aqui_artigo.asp?id=1501 Brincando com a vida N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 nos consult\u00f3rios \u2013 milhares de erros tamb\u00e9m acontecem nos laborat\u00f3rios. Saiba como se proteger. Por Dirley Fernandes Reduzindo erros \u00c9 ineg\u00e1vel que institui\u00e7\u00f5es e profissionais t\u00eam feito esfor\u00e7os no sentido de dar mais seguran\u00e7a aos procedimentos m\u00e9dicos. 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